Nucoffee http://www.nucoffee.com.br/ pt-br 5/19/2012 10:41:01 AM http://www.nucoffee.com.br/rss/ <![CDATA[15 razões para fazer parte de NUCOFFEE]]>

A NUCOFFEE é uma iniciativa nova, atuando há pouco mais de cinco anos no mercado de cafés diferenciados. Desde que começou, o número de produtores e torrefadores que faz parte da iniciativa cresce a cada ano. Sem contar parceiros na comunidade científica, nas associações dentro e fora do Brasil, além de seguidores que atuam no mercado de café, dentro das mais diferentes áreas da cadeia comercial, chegando até ao consumidor final. Mas o que significa pertencer a NUCOFFEE?

Pertencer a NUCOFFEE é fazer parte de um ciclo de conexão e progresso. Conexão porque um dos pilares da iniciativa é conectar produtor e torrefador, incentivando o reconhecimento individual e uma relação direta e transparente. Progresso, porque é esse o resultado de todo o suporte dado ao cafeicultor participante, que tem assessoria técnica permanente e acesso a treinamentos, workshops e serviços, como a Diagnose de Qualidade e o Webmap. O resultado é materializado na melhoria da qualidade do café e valorização financeira do produto. Mas o negócio de NUCOFFEE não é vender café.  É criar relacionamento, formando parcerias realmente sustentáveis. Dentro da iniciativa, origem e demanda contribuem diretamente para garantir um café melhor.  

Não é a toa que dizemos que alguém “faz parte de NUCOFFEE”. Somos uma verdadeira comunidade. Conheça o que significa fazer parte de NUCOFFEE.

Para o produtor significa:

Acesso a torrefadores de diferentes partes do mundo que valorizam o café especial no mercado internacional.

A possibilidade de manter um relacionamento direto e transparente com o torrefador e obter o reconhecimento individual por seu trabalho. 

Acesso a serviços que irão ajudá-lo a evoluir e ser mais competitivo no fornecimento de cafés para um mundo que está mudando da commodity para a especialidade - o que vale para pequenos e grandes produtores.

Assistência técnica permanente, com treinamentos, troca de experiências com uma comunidade de produtores, recebimento de relatórios e orientações técnicas exclusivas.

Saber que seu café de qualidade será valorizado e que ele estará mais longe do ciclo da comoditização.

Receber incentivo, inclusive com diferencial de preço garantido antecipadamente, antes mesmo do início da safra, para produzir cafés especiais.

Ter acesso a boas práticas mundialmente reconhecidas (classificação CQI, metodologia SCAA, rastreabilidade), conhecimento do mercado internacional e do que o torrefador está buscando.

Acesso a serviços para a fazenda evoluir como negócio. NUCOFFEE não visa apenas valorizar um ou outro lote de café selecionado, mas permitir a melhoria da propriedade como um todo.

 

Fazer parte de NUCOFFEE para o torrefador significa:

Integrar uma comunidade com mais de 1,2 mil fazendas e produtores comprometidos com a qualidade. 

Consistência de fornecimento. O volume de produtores participantes e o acompanhamento das atividades nas fazendas garantem uma oferta permanente de cafés diferenciados.

A possibilidade de desenvolver seu próprio programa de relacionamento com as fazendas.

Ter acesso a cafés diferenciados, originados diretamente da fazenda. Não são marcas comerciais, mas sim lotes de origem única que possibilitam a criação de bebidas excepcionais.

Manter contato direto com a origem, podendo usar a plataforma NUCOFFEE de rastreabilidade (Webmap). Essa plataforma disponibiliza o perfil do produtor e a rastreabilidade lote a lote, permitindo ao torrefador levar mais informações aos clientes, sejam eles varejistas ou consumidores finais, e proporcionar uma verdadeira experiência a quem experimenta a bebida final.

Adquirir cafés produzidos conforme normas de segurança alimentar

Fazer parte de uma plataforma que gera evolução real para os produtores e contribuir diretamente para isso através da comercialização de cafés especiais.

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2/16/2012 12:00:00 AM
<![CDATA[Resultados no campo, na torrefação e na cafeteria]]> Até cinco anos atrás, no máximo 40% do café que a Fazenda Santa Fé, de Romaria (MG), produzia em seus 60 hectares plantados eram vendidos com classificação superior. O resto era vendido como bica corrida, de menor qualidade. Hoje, cerca de 90% da produção já é avaliada como superior. 

As mudanças começaram há cerca de quatro anos, quando a propriedade passou a fazer parte da iniciativa NUCOFFEE, dentro da qual entrega uma parte de seus grãos superiores e especiais. “Antes, a gente produzia, mas não media a qualidade. Depois de entrarmos na NUCOFFEE é que começamos a ter tudo detalhado, com a pontuação de cada lote, e aprendemos a degustar e avaliar”, explica Israel Alves da Silva, proprietário da fazenda. O produtor conta que, com os treinamentos de qualidade, degustações e troca de experiências com técnicos e outros cafeicultores ligados a NUCOFFEE, não só começou a produzir melhores cafés, como passou a conhecer a qualidade de sua produção e exigir preço pelo que é bom.

Além de um acompanhamento permanente feito por um assistente técnico, NUCOFFEE oferece diversas ferramentas que resultam em melhoria da qualidade do café e dos resultados financeiros das fazendas. É o caso da Diagnose de Qualidade. Esse diagnóstico é feito a partir de análise da propriedade e identifica como aprimorar o processo produtivo, explica o Assistente Técnico NUCOFFEE Luiz Fernando Ribeiro. Um de seus componentes é a comparação da quantidade de café produzida por ano e do volume colhido por dia com o porte da estrutura de beneficiamento. Com isso, é possível identificar se há necessidade de investimentos na estrutura e apontar exatamente quais mudanças são fundamentais. Para os distribuidores Syngenta, que fazem os primeiros contatos com os produtores, esse serviço é mais um diferencial para estimular os clientes a apostar nos cafés especiais. “É uma ferramenta decisiva para consolidar a parceria. Você demonstra ao produtor que NUCOFFEE é uma plataforma na qual ele entrega um café melhor, recebe mais por isso e tem um serviço diferenciado”, afirma Flávio Araujo, consultor da distribuidora Geagro.

Outra ferramenta de produção é o cálculo de custos de produção, também oferecido por NUCOFFEE e feito em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Para Isarel, saber exatamente quanto paga para produzir uma saca significa avaliar melhor se os negócios estão valendo a pena e também a possibilidade de aumentar a rentabilidade. “O cálculo nos permite ver onde o custo ficou mais alto e ver, para o próximo ano, se tem como otimizar algum item, mas nunca mexendo na qualidade”, explica. 

Entre as ferramentas utilizadas pelo produtor desde que se juntou a NUCOFFEE está o Webmap. Como outros participantes, Israel passou a registrar o histórico do manejo de cada lote e teve sua propriedade mapeada e perfilada. Com isso, ficou mais próximo da rede de compradores internacionais de cafés especiais ligada à NUCOFFEE.  Com o uso do WebMap NUCOFFEE, os torrefadores acessam as informações de localização e o perfil dos produtores no Brasil.

 

Para Bob Benck, comprador da Batdorf & Bronson Coffee Roasters, torrefadora e cafeteria com atuação em Olympia e Atlanta (EUA), a rastreabilidade é a mais importante solução oferecida por NUCOFFEE ao mercado. “Ela disponibiliza uma plataforma para que torrefadores saibam exatamente de onde os cafés que estão comprando vêm. A ferramenta me dá acesso ao mapa da propriedade e aos perfis individuais dos produtores”, explica.

Mas a conexão entre comprador e produtores vai além. A Batdorf & Bronson Roasters costuma enviar aos produtores no exterior, relatórios feitos internamente com pontuação e descrição sensorial das provas. “Também gosto de dividir com os produtores nossas publicações internas feitas para educar os clientes e contar a eles a história de onde os cafés que estão consumindo vêm. Acho gratificante e importante para os produtores verem como o resultado de seu trabalho duro é compartilhado com os consumidores dos Estados Unidos”, afirma Benck.

O comprador já adquiriu lotes de quatro produtores brasileiros ligados a NUCOFFEE. Sua meta agora é conhecer melhor os cafés do país e aprofundar o relacionamento com os cafeicultores brasileiros.

 

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2/16/2012 12:00:00 AM
<![CDATA[Detalhes que fazem a diferença]]> Pequenos detalhes de manejo, que não trazem custo significativo ao produtor, podem definir a diferença de um café de qualidade superior ou inferior. Por isso, eles ocupam boa parte da rotina dos sete Assistentes Técnicos NUCOFFEE (ATNs), que acompanham o produtor no dia a dia: Douglas Ávila e Silva, Guilherme Gonçalves, Henrique Aguiar, João Henrique Neves, Luiz Fernando Ribeiro, Pedro Damasceno e Tom Araújo Neto.  

O pós-colheita recebe atenção especial desse time. “São pequenos detalhes, ajustes, regulagens de máquinas que fazem a diferença”, resume o ATN Douglas Ávila e Silva. “Antes, se um vizinho fazia o manejo correto e o outro não, os dois recebiam a mesma coisa, não tinha diferencial de preço. Hoje, tem”, lembra.  

Para garantir que cada etapa do beneficiamento seja executada corretamente, os ATNs trabalham com um check list de verificação com mais de 70 procedimentos, da recepção ao armazenamento em tulhas. O trabalho em conjunto permite que experiências bem-sucedidas em uma região possam ser compartilhadas com os demais ATNs e produtores NUCOFFEE. Foi assim que uma solução simples criada pelo ATN Pedro Damasceno passou a ser indicada por outros assistentes. Trata-se de um dispositivo feito com cano de PVC que, acoplado artesanalmente ao riscador, distribui de maneira mais uniforme o café no terreiro. O ATN Guilherme Gonçalves explica que o riscador deixa linhas de chão expostas no terreiro. Acreditava-se que, com o solo absorvendo o calor, isso ajudaria na secagem do café após o revolvimento. No entanto, essas linhas podem comprometer a qualidade do café. “Vimos que esse método não era tão produtivo, porque se perde área de terreiro e porque a temperatura do solo pode ficar muito alta e ocasionar fermentação de algum café que esteja mais úmido, afetando a qualidade”, explica Gonçalves. O dispositivo criado por Damasceno cobre com café a parte que antes era chão exposto. 

Para quem mexe o café no terreiro com rodo há uma alternativa similar: o uso de um rodo de cano PVC, que também elimina as leiras, permite a disposição de um maior volume de café na área e uma secagem mais uniforme e rápida. “Quando você roda o café, ficam leiras no terreiro. Isso dá uma diferença na seca, e o café fica manchado. E há desconto no preço desse café manchado”, explica o ATN Luiz Fernando Ribeiro. Ele recomendou o uso do rodo de PVC na Fazenda Santa Clara, da produtora Maria Clara Peloso, e considera que a técnica surtiu o efeito esperado. Ela ingressou na última safra no programa NUCOFFEE e já obteve resultados animadores. “Sugerimos a mudança do rodo e a produtora entregou um café com mais de 80 pontos”, afirma Ribeiro.

Usar um rodo de PVC, garantir que o café chegue ao beneficiamento em até seis horas depois de colhido, espalhar o café grão a grão no primeiro dia de terreiro, não rodar o café natural nos primeiros dois dias de terreiro, evitar entrada de fumaça na área de secagem, não colocar café quente sobre café frio nas tulhas, manter todas as máquinas reguladas... São muitas as orientações a serem seguidas no processo de beneficiamento do café. Fazer certo ou errado pode até custar o mesmo, mas, com certeza, na hora da venda, a diferença é bem aparente.

 

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2/16/2012 12:00:00 AM
<![CDATA[Pragas no armazenamento do café]]> Por Flávio Borém*

A qualidade do café pode se afetada, inicialmente, durante o ciclo evolutivo da cultura pela má aplicação de processos de produção, em seguida, na fase de colheita e secagem e finalmente, no armazenamento. 

Durante o armazenamento, fatores bióticos e abióticos concorrem para a redução da qualidade do café. Entre os fatores bióticos, as pragas possuem especial importância. Dos insetos que atacam os grãos de café durante o armazenamento, destacam-se os carunchos e as traças.

O caruncho-das-tulhas  (Araecerus fasciculatus) é uma importante praga de grãos de café armazenado. Inicialmente, atacava somente café em coco e sua importância restringia-se às tulhas das fazendas, mas posteriormente veio a se adaptar ao café beneficiado e assim se constituiu em importante praga em armazéns de café. O ataque inicial ocorre no campo e continua no armazém.

O caruncho danifica o café seco em todas as suas formas: coco, despolpado e beneficiado. Destrói geralmente uma parte das sementes dos grãos de café, não sendo, entretanto, alterada sua cor, prestando-se, portanto, ainda à torrefação. Em conseqüência do ataque pode causar até 30% de quebra no peso do café armazenado em um período de seis meses. Os maiores danos são causados em armazéns situados em locais com temperatura e umidade elevadas, como aqueles localizados em Santos (SP) ou outros portos marítimos.

A broca (Hypothenemus hampei), importante praga de campo, também pode continuar seu ataque nos armazéns causando outros prejuízos como a queda de peso dos grãos.

Duas espécies de traças ocorrem com mais freqüência no café armazenado. 

As traças do café (Auximobasis coffeaella) são pequenas mariposas cujas  lagartas alimentam-se quase exclusivamente da casca dos frutos. Essa traça não ataca grãos ou sementes perfeitas, porém destroem completamente as sementes quebradas. Os frutos perfurados pela broca-do-café ou pelo caruncho-das-tulhas podem ser completamente destruídos pela traça. Somente nesses casos a traça consegue se alimentar do endosperma da semente de café.

A presença de casulos e excrementos do inseto, na sacaria e nos grãos, prejudica a exportação. Além dos danos ao café também destrói a sacaria, sendo necessária a sua substituição, o que aumenta os prejuízos.

A traça do amendoim (Corcyra cephalonica) é a espécie predominante em Santos e São Paulo. Os danos produzidos são semelhantes aos produzidos pela traça-do-café. As perdas em peso são da ordem de 2%, pelo ataque da traça. 

Como se tratam de pragas de armazéns, uma medida que auxilia no controle é a limpeza, remoção e eliminação de restos de café armazenado, antes da entrada da nova safra. As demais medidas de controle recomendadas são as preventivas e as curativas.

O controle do caruncho nos armazéns com café deve ser feito com fumigação e nebulizações dos blocos. Com a finalidade de se evitar o ataque do caruncho, os armazéns devem ser nebulizados de 30 em 30 dias. É também considerada preventiva a fumigação ou expurgo com fosfeto de alumínio (fosfina) de blocos de café que forem introduzidos nos armazéns, com indícios da presença do caruncho.

Além disso, a pulverização preventiva com inseticidas constituem um complemento às boas práticas de higienização, visando à eliminação dos insetos já existentes no ambiente e criação de uma barreira à entrada de outros. Assim, após a limpeza geral do armazém, deve-se proceder a uma pulverização, com inseticidas residuais que estejam devidamente registrados para o fim a que se destinam, como malathion, fenitrothion ou deltamethrin.

Nos armazéns de café, ainda podem ser encontradas outras pragas como morcegos, roedores e pássaros. Apesar de não se alimentarem de grãos de café, representam riscos de contaminação ao produto com pêlos, fezes ou até corpos inteiros.

O mercado consumidor está cada vez mais exigente no que se refere à qualidade e segurança alimentar. Além dos cuidados na produção de cafés com qualidade, isentos de contaminantes químicos e biológicos nocivos à saúde humana, a garantia da manutenção da qualidade e da segurança do alimento estende-se às operações de boas práticas de armazenamento e controle de pragas.  

 

* Flávio Borém é professor da Universidade Federal de Lavras. Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (1986), com mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (1992), doutorado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (1998), pós-doutorado em Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas na Wageningen University - Holanda (2006), é especialista em processos pós-colheita, secagem, armazenamento e qualidade do café, editor do livro “Pós-Colheita do Café”, autor de mais de 50 artigos científicos publicados, cupping judge desde 2007 e Q Grader desde 2010.

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2/16/2012 12:00:00 AM
<![CDATA[É tempo para novos produtores aderirem à NUCOFFEE]]>

Nos últimos meses do ano, a equipe de Assistentes Técnicos NUCOFFEE (ATN) se concentrou na adesão de novos produtores ao programa. A importância da atividade está em consolidar o contato do produtor com o mundo da qualidade NUCOFFEE. Em uma visita especial, o ATN explica como o produtor pode fazer parte do programa e o que ele precisa para isso, como atender ao protocolo de boas práticas agrícolas NUCOFFEE. Além disso, são detalhados os serviços e benefícios do programa através das ferramentas de controle e gestão, como o Caderno de Campo, o Programa de Diagnose, os treinamentos e workshops e o mapeamento da fazenda no webmap e entrega do material de adesão, elaborado pela equipe de campo NUCOFFEE em conjunto com o professor Flávio Meira Borém, da Universidade Federal de Lavras. A parceria com as cooperativas e seus consultores é fundamental para esta atividade, ao passo que pode validar as melhores práticas aliadas à rentabilidade junto aos seus produtores.

Todas essas demonstrações têm os pilares da iniciativa como base: suporte, rastreabilidade e comprometimento. "A gente mostra exemplos de conexão de produtores que já comercializam para o mercado externo devido à participação no programa", diz Douglas Avila e Silva, ATN da região do Cerrado.E assim mostra que conectar produtores, seu café e suas histórias aos torrefadores do mercado internacional é levar o café brasileiro além das fronteiras.

Legenda: O consultor Alessandro Miranda da Agrocafé de Monte Carmelo-MG, junto com o produtor Marcelo Gallão e o ATN Douglas Avila e Silva, conversam sobre a inciativa NUCOFFEE na Fazenda Santo Antônio, em Coromandel - MG.

 

 

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1/31/2012 12:00:00 AM
<![CDATA[Guarde bem seu café]]> Durante o armazenamento, a manutenção da qualidade depende do metabolismo dos grãos e da severidade do ataque de fungos e insetos resultando em mudanças na cor, no sabor e no aroma do café. Fatores como temperatura, umidade relativa do ar ambiente, concentração de CO2/O2, luz, qualidade inicial do produto armazenado, teor de água, estado de maturação, tipo de armazenamento, entre outros, determinam o potencial de se preservar a qualidade do café.

 

Durante o armazenamento, a cor dos grãos de café pode passar de verde-azulada para verde-amarelada, amarela ou totalmente esbranquiçada, sendo este um forte indicativo de perda da qualidade. A intensidade do branqueamento é maior em grãos que sofreram injúrias e que foram armazenados em ambientes com elevada umidade relativa.

O branqueamento tem início em diferentes pontos dos grãos que sofreram danos mecânicos, alastrando-se, posteriormente, por toda a sua superfície. Conforme as condições, o grão chega a ficar totalmente branco-opaco em apenas três ou quatro dias, enquanto grãos intactos, isentos de danos, mantêm, proporcionalmente, a cor original por maior período. A luz possui influência sobre a cor e bebida dos grãos de café. Preferencialmente, o café deverá ser armazenado em locais com baixa luminosidade natural.

Além da luz, a umidade relativa do ar possui papel relevante na preservação da cor original do café. O processo de branqueamento será acentuado quando a umidade relativa estiver acima de 80% e os grãos, em equilíbrio com o ar, estiverem com valores acima de 13% (bu) de teor de água. Ressalta-se que o valor do teor de água recomendado para o armazenamento seguro é de 11% (bu). Assim, durante o armazenamento, deve haver um rigoroso controle das condições ambientais com um sistema adequado de ventilação e de monitoramento do teor de água do café. Sempre que possível, o ambiente do armazém deve permanecer com umidade relativa abaixo de 70% com a menor temperatura possível.

A alteração na cor é acompanhada de outros prejuízos ao café. Uma vez que os grãos são organismos vivos e, portanto, respiram, estão sujeitos a pequenas, mas contínuas transformações decorrentes da respiração. O aumento da atividade respiratória acelera o consumo das substâncias de reserva do café, causando redução no conteúdo de matéria seca, que será tanto maior quanto maiores forem a temperatura, a umidade relativa e o tempo de armazenamento.

O armazenamento com atmosfera artificial é uma promissora tecnologia para a manutenção da qualidade do café. O uso de embalagens herméticas, com destaque para aquelas com aplicação de CO2, proporcionam melhor preservação na coloração dos grãos de café após 12 meses de armazenamento, de acordo com pesquisas desenvolvidas na UFLA. Assim, a manutenção da qualidade física e sensorial do café depende diretamente da tecnologia usada no armazenamento e, com isso, permite a adequada distribuição e abastecimento de diferentes consumidores, tornando-se peça fundamental na relação dos preços praticados no mercado.

* Flávio Borém é professor da Universidade Federal de Lavras. Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (1986), com mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (1992), doutorado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (1998), pós-doutorado em Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas na Wageningen University - Holanda (2006), é especialista em processos pós-colheita, secagem, armazenamento e qualidade do café, editor do livro “Pós-Colheita do Café”, autor de mais de 50 artigos científicos publicados, cupping judge desde 2007 e Q Grader desde 2010.

 

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12/7/2011 12:00:00 AM
<![CDATA[Mix de técnica e humanidade para um café especial]]> “Você ligou para Tuca Dias de sol com pingos de chuva. Dia de colheita. Deixe sua semente que eu retorno com um buquê”. Herdeira de uma fazenda cafeeira na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, Tuca Dias tomou a frente do negócio familiar no final do ano passado. O envolvimento foi tanto que até mesmo sua mensagem na caixa postal do telefone é carregada de fazenda. Investindo em microlotes, um deles apresentado no evento Brazilian Cupping, e principalmente em desenvolvimento humano, Tuca é conhecida por destoar. Efusiva e calorosa, costuma abraçar os colaboradores do campo, que passaram a se dedicar ainda mais ao trabalho depois que sua política de inclusão social foi instalada nas cercas da Santa Alina.

A 260km da capital paulista, a fazenda familiar fica nas terras de São Sebastião da Grama. Construída no ano de 1907 pelos irmãos Joaquim Bernardes da Silva Dias e Lindolpho de Carvalho, a propriedade ainda guarda resquícios desse passado já longínquo. Em 1929, o avô de Tuca, Joaquim Bernardes de Carvalho, assumiu as terras, dando início ao cultivo de 25 mil pés de café do tipo arábica, variedade Bourbon Vermelho. Desde pequena, a atual produtora percorria os cafezais onde passou sua infância, observando de longe a administração do avô, e, mais tarde, do pai.

Afastada da vida rural e atraída pelas ruas da grande São Paulo, Tuca passou um bom tempo longe da vida no campo. Se formou em arquitetura, morou fora do país e até montou uma casa de eventos. “Nunca pensei em tocar uma fazenda de café”, admite. Não foi exatamente de paraquedas que acabou assumindo o negócio, mas quase. “Quando o avô dela faleceu, o pai ficou desgostoso e quis arrendar a fazenda. Fui chamado para administrar as terras”, conta Rodrigo Fernandes, que trabalha para a família há mais de 20 anos.

Na mesma época, Tuca começou a almejar um projeto de vida. “Queria morar em uma comunidade e ajudar no desenvolvimento social dela”, explica. A ideia de unir o desejo com a necessidade partiu de Fernandes. “Falei para Tuca que a Santa Alina é uma comunidade. Por que não fazer o trabalho aqui?”, conta Fernandes. Foi assim que a parceria começou: Fernandes com a técnica de um bom cafeicultor, e Tuca com os ideais de uma humanitária.

Investindo na especialidade do café Bourbon na área, Fernandes arregaçou as mangas para melhorar a qualidade do café e aumentar a produção anual. E conseguiu: até 2010, 35% da colheita era de cafés especiais; hoje, o número aumentou para 55%, o que resulta entre 7 mil e 10 mil sacas. Utilizando o sistema de processamento do tipo cereja descascado, o café é 100% Bourbon e já recebeu a nota 85,89 na pontuação SCAA. De acordo com Fernandes, alguns participantes do Brazilian Cupping chegaram a falar acima de 90 pontos.

Para ele, o tipo de processamento utilizado e a preocupação quanto à qualidade são alguns dos aliados do microlote apresentado no evento. Ele explica que, além de os grãos serem colhidos seletivamente, ainda são transportados no mesmo dia para a estrutura de processamento, onde passam por lavador e separador de frutos, e depois pelo descascador de cerejas. Outro diferencial está na secagem em terreiro de nível mais elevado, que por ter uma melhor circulação de ar, protege os grãos da incidência de fungos e bactérias do café.

Apesar de todos os esforços técnicos, Tuca destaca que nada disso seria possível sem as mãos dos trabalhadores. “O ser humano trabalha melhor quando se sente pertencente a um lugar, não é mesmo? Procuro fazer isso aqui na fazenda”, explica. Por acreditar em qualidade de vida, Tuca implantou um sistema de desenvolvimento de proximidade. “Aqui não existe aquela distância de coronel e trabalhadores. Conheço todos os 106 trabalhadores pelo nome”, diz.

Além dos cafezais, a área de 895 hectares também possui um total de 70 casas, todas destinadas às famílias dos colonos. “Dei TV, colchão de qualidade e boas geladeiras. Gosto que eles se sintam valorizados como família”, afirma Tuca. Hoje, 30 casas estão vazias, mas já aguardam os trabalhadores contratados para a época da safra.

Personal trainner semanal, técnico de futebol de um time mirim e cursos de especialização profissional são outros diferenciais humanos da fazenda. Tuca investe no aprimoramento pessoal dos trabalhadores e suas famílias. Em troca, e por consequência, o pessoal não mede esforços na produção do café. “Um café especial depende muito da humanidade de quem o faz. Vivendo feliz, uma pessoa vai fazer isso com carinho”, conclui Tuca que se diverte quando escuta a palavra “revolução” atrelada à sua fazenda. “Respondo que eu só estou fazendo aquilo que eu acredito.”

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12/7/2011 12:00:00 AM
<![CDATA[Evento amplia portas para café brasileiro nos EUA]]> Torrefadores norte-americanos não precisaram enfrentar horas de viagem e nem esperar pelas próximas férias para vivenciar as sutilezas do aroma e clima dos cafezais brasileiros. Em evento realizado por NUCOFFEE em parceria com Roasters Guild, Barista Magazine, Wolthers America e Pail Design, no dia 27 de setembro, cerca de 40 compradores norte-americanos fizeram uma degustação de mais de dez amostras de microlotes especiais da safra 2011. 

Realizado na Barista American School, localizada na cidade de Portland, estado de Oregon, o Brazilian Cupping – Taste of the new crop , como foi chamado o encontro, abriu novas portas para os cafés brasileiros nos Estados Unidos. Além disso, ampliou os conhecimentos dos compradores sobre regiões e produtores nacionais. “É muito importante para os torrefadores conhecer completamente cada café que selecionam. Nos familiarizando com os muitos passos da produção cafeeira, podemos compreender como melhor torrar [o café] e educar nossos consumidores. É ótimo que a conexão entre produtor, exportador e torrefador esteja se tornando mais transparente, e isso vai melhorar a qualidade do café aqui nos Estados Unidos e no mundo”, afirma Matt Milletto, vice-presidente da American Barista & Coffee School.  

Além de provar os cafés da safra, os presentes tiveram acesso a laudos com a análise sensorial, seguindo a metodologia SCAA, de cada amostra participante. Também receberam informações sobre os cafeicultores, incluindo detalhes sobre o trabalho que realizam e posicionamento geográfico das fazendas, que fazem parte do sistema de rastreabilidade. “A equipe NUCOFFEE mostrou algumas ferramentas do seu site que rastreiam o café da produção à moagem. Foi sensacional e nos deu ainda mais segurança”, comentou a gerente da Specialty Coffee Association of America (SCAA), Mansi Chokshi.

Já Sarah Allen, editora da revista Barista Magazine, lembra que percorreu fazendas cafeeiras no interior da Bahia e no Estado de São Paulo em julho deste ano, mas a época do seu desembarque não coincidiu com a produção dos microlotes - os grãos ainda estavam muito frescos, impedindo uma melhor apreciação do sabor da bebida. Por isso, a jornalista aproveitou o evento de Portland para completar a missão e conhecer a origem dos cafés produzidos pelo país. “Amo as notas de chocolate que eu sinto ao fundo dos cafés brasileiros”, afirmou. Ela acrescentou que o cupping desfez a ideia de torrefadores que viam o Brasil somente como um grande produtor de café em larga escala. “O evento mostrou que o país está mudando para este maravilhoso caminho dos microlotes”, avaliou.

Para Mansi, o Taste of the New Crop foi importante especialmente para os pequenos torrefadores, que ainda não tinham tido a chance de conhecer de perto os cafezais do Brasil. “Infelizmente, nem todos conseguem visitar o Brasil, pelo menos não tanto como gostariam. Eventos como este são importantes para que os torrefadores consigam experimentar e aprender sobre os cafés especiais da região”, diz. Milleto também destacou a importância do encontro para pequenos torrefadores, como o Water Avenue Coffee, de Portland, que conseguiu aproveitar a oportunidade para entender o porquê da variedade do sabor brasileiro. “O Brasil é um país vasto e com um número enorme de climas, solo e métodos de processamento. Tudo isso faz com que cada café tenha um gosto único”, afirmou.

 

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12/7/2011 12:00:00 AM
<![CDATA[De Três Pontas para o mercado internacional]]>  

NUCOFFEE, Geagro e o produtor Flávio de Figueiredo Gomes tem uma história para contar. Flávio está à frente da Fazenda Santa Izabel, e junto com seu pai Orlando Roque F. Gomes e a família. Ele tem uma história na cafeicultura do Sul de Minas Gerais desde a década de 80. Através da iniciativa NUCOFFEE e da Geagro, o produtor pode conhecer pessoalmente o torrefador Bob Benk, proprietário da empresa norte-americana café Batdorf & Bronson.

Da mesma forma, através da iniciativa NUCOFFEE, o café da Fazenda Santa Izabel foi vendido recentemente para a Doma Coffee Roasting Company e pode ser visto na 'prateleira' através do site da empresa com a origem e a sua identidade preservadas.

Mais do que uma relação transparente de negócio, um reconhecimento ao trabalho e à história dos produtores Flávio e Orlando, da Fazenda Santa Izabel e ao sabor e aroma do café do Sul de Minas Gerais. O Correio Trespontano também divulgou esta história e você pode acessá-la aqui.

 

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11/21/2011 12:00:00 AM
<![CDATA[NUCOFFEE no Seminário de Café do Cerrado, em Patrocínio.]]> Ao final de setembro, a Syngenta participou do Seminário de Café, na cidade de Patrocínio - um dos maiores e mais importantes eventos da cafeicultura no Brasil. No estande, NUCOFFEE preparou um espaço especial para atender os produtores que já fazem parte da iniciativa e, ainda, poder mostrar aos interessados o novo webmap e o trabalho diferenciado da NUCOFFEE, que é realizados diretamente nas fazendas e que resulta no maior reconhecimento dos produtores nacionais no mercado internacional.

Além da presença no campo, lado a lado ao produtor do Cerrado, NUCOFFEE também marca sua presença através de eventos como esse, fortalecendo o apoio à Federaçãodos Cafeicultores do Cerrado, assim como com todas as demais regiões produtoras, e levando o café além das nossas fronteiras, preservando a origem, a identidade e a história do produtor.

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11/14/2011 12:00:00 AM